Processos de construção da autonomia docente: Análise do planejamento de uma abordagem temática com professores de Ciências da Educação Básica

  • D’Andréa Rosário Nogueira
  • João Ricardo Neves da Silva
Palavras-chave: Autonomia Docente, Pequeno Grupo de Pesquisa, Formação de Professores de Ciências

Resumo

Este artigo trata da descrição do processo de construção conjunta de conhecimentos conceituais e do desenvolvimento de características de autonomia docente por professores participantes de um Pequeno Grupo de Pesquisa (PGP) na escola. Para analisar os diálogos obtidos por meio de gravação em áudio de encontros desse grupo, nos pautamos principalmente nos referenciais sobre a autonomia docente em grupos de professores, além de trabalhos da linha de formação de professores de ciências. Essas análises foram realizadas por agrupamentos de categorias e sistematizam os conteúdos conceituais e os elemen-tos da autonomia docente desenvolvidos, em conjunto pelos professores, no processo de planejamento conjunto. Foi possível identificar momentos nos quais os professores vão compreendendo os elementos teóricos da questão–tema debatida, e ainda situações nas quais se pode afirmar a constituição de elemen-tos iniciais de autonomia docente. Assim, apontamos para o potencial da formação de grupos de pesquisa por professores na escola na elaboração de conhecimentos conceituais e na construção da autonomia dos docentes.

 

Referências

BASTOS, F.; NARDI, R. Debates recentes sobre formação de professores: considerações sobre contribuições da pesquisa acadêmica. In: BASTOS, F.; NARDI, R. (Org.). Formação de professores e práticas pedagógicas no ensino de ciências: contribuições da pesquisa na área. Série Educação para a Ciência, vol.8. São Paulo: Escrituras, 2008.

CAMPOS, L.; DINIZ, R. E.S.; A prática como fonte de aprendizagem e o saber da experiência: o que dizem professores de Ciências e de Biologia. Investigações em Ensino de Ciências, v. 6, n. 1, p. 79-96, 2016.

CARVALHO. A. M. P; GIL-PEREZ, D. Formação de professores de ciências: tendências e inovações. São Paulo: Cortez, v.26. 1993

CORZO, M. C; QUINTANA, Z. B. S.; YUNCOSA, N. L. M. Comunidades de aprendizaje: un espacio para la interacción entre la universidad y la escuela. Revista de teoría y didáctica de las ciencias sociales, v. 13, p. 9-28, 2008.

CONTRERAS, J. D. A autonomia de professores. Tradução: Sandra Trabucco Valenzuela. São Paulo: Cortez, 2002.

FIORENTINI, D. Investigar e aprender em comunidades colaborativas de docentes da escola e da universidade.

In: TOMMASIELLO et. Al. Didática e Práticas de Ensino na Realidade Escolar Contemporânea: constatações, análises e proposições. Araraquara: Junqueira & Marin Editores, 2012.

GIROUX, H. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Tradução Daniel Bueno. Porto Alegre: Artmed, 1997.

KEMMIS, S. La formación del profesor y la creación y extensión de comunidades críticas de profesores.

Revista Investigación en la Escuela, n. 19, p. 15-38, 1993.

LOPES, N. C. A constituição de associações livres e o trabalho com as questões sócio-científicas na for-mação de professores. 2013. 389 f. Tese (Doutorado em Educação para a Ciência). Faculdade de Ciências,

Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2013.

MARTÍNEZ, L.; PARGA, D. Formación permanente de profesores en la interfaz universidad-escuela: currículo, fundamentos y roles. Una experiencia en construcción. Fondo Editorial, 2014.

PIMENTA, S.; GARRIDO, E.; MOURA, M. O. Pesquisa colaborativa na escola facilitando o desenvolvimento profissional de professores. Reunião Anual da Anped, v. 24, p. 1-21, 2001.

SABINO, A.; PIETROCOLA, M. Saberes docentes desenvolvidos por professores do ensino médio: um estudo de caso com a inserção da física moderna. Investigações em Ensino de Ciências, v. 21, n. 2, p. 200, 2016.

Publicado
31-12-2017
Seção
Artigos